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quinta-feira, 24 de março de 2011

Revisão 2º ano

URBANIZAÇÃO

. Processo de expansão das áreas urbanas condicionado pelo maior movimento populacional rural – urbano.

Crescimento urbano

- O crescimento urbano consiste na expansão das cidades e pode existir sem que, necessariamente, haja urbanização.

    . Crescimento horizontal

    . Crescimento vertical


 

URBANIZAÇÃO – PROCESSO DE INDUSTRIALIZAÇÃO

Revolução Industrial

. Constituição de núcleos urbanos

. Redirecionamento das funções do campo e das cidades – Matérias-primas /Produção Industrial.

. Crescimento da população – Mercado

URBANIZAÇÃO – PAÍSES DESENVOLVIDOS

PAÍSES DESENVOLVIDOS

. Industrialização clássica - Revolução industrial

. Migração campo/cidade que em muito antecede os países do GI e Periféricos

. Maior absorção da população oriunda do campo – Políticas públicas efetivas direcionadas a cada realidade. Investimentos socioeconômicos. Maior infraestrutura urbana.

URBANIZAÇÃO – BRASIL

. O processo de urbanização no Brasil difere do europeu pela rapidez de seu crescimento. Na Europa esse processo é mais antigo. Com exceção da Inglaterra, único país que se tornou urbanizado na primeira metade do século XIX, a maioria dos países europeus se tornou urbanizada entre a segunda metade do século XIX e a primeira metade do século XX. Além disso, nesses países a urbanização foi menos intensa, menos volumosa e acompanhada pela oferta de empregos urbanos, moradias, escolas, saneamento básico, etc.

. Em nosso país, 70 anos foram suficientes para alterar os índices de população rural e os de população urbana. Esse tempo é muito curto e um rápido crescimento urbano não ocorre sem o surgimento de graves problemas.

CONSTITUIÇÃO DAS REDES URBANAS

. Urbanização e metropolização - Concentração demográfica – Formação de áreas metropolitanas.

. Metrópoles – Centralização – Atividades econômicas.

. Capital / Metrópoles

. Crescimento das cidades – Conurbação

Conurbação

Integração física e funcional entre cidades. Devido ao maior crescimento de duas ou mais cidades vizinhas, ocorre à formação de um aglomerado urbano.

Áreas Metropolitanas ou regiões metropolitanas

Conjunto de municípios que são diretamente influenciados pela metrópole. Integração socioeconômica a uma cidade central.

Megalópole

Integração física e funcional entre duas regiões metropolitanas – Brasil: São Paulo e Rio de Janeiro – Boswash: Woshington até Boston

Tecnopólos

Centros de excelência tecnológica – Industrias de ponta – EUA: Bostone Massachusetts, Vale do silício – Japão: Tsukuba e Kansai

REDE URBANA

Distribuição espacial das cidades e as relações existentes entre elas.

. As relações entre cidades são estabelecidas devido à diferenciação entre os níveis de desenvolvimento socioeconômico.

. As redes urbanas são mais complexas em áreas com economias mais desenvolvidas e dinâmicas – Maior fluxo de trocas e interligação.

CLASSIFICAÇÃO DAS CIDADES

Sítio urbano

Sítio urbano refere-se ao local no qual está superposta a cidade, sendo assim a classificação quanto ao sítio leva em consideração a questão topográfica.

Situação

Situação urbana corresponde à posição que ocupa a cidade em relação aos fatores geográficos. Exemplos: Cidades fluviais, marítimas, entre o litoral e o interior, etc.

Função

A função corresponde à atividade principal desenvolvida na cidade. Cidades industriais, comerciais, turísticas, portuárias, etc.

Origem

Quanto à origem, as cidades podem ser classificadas de duas formas: Planejada e espontânea.

HIERARQUIA URBANA

Capacidade de influência de uma cidade sobre outra – Subordinação/Centralização

. Metrópoles mundiais – São Paulo, Rio de Janeiro, Tóquio e Nova York

. Metrópoles nacionais - Belo Horizonte, Salvador, Fortaleza etc

. Metrópole regional – Manaus, Campinas, Belém e Goiânia

. Centro regional - Rio Branco, Cuiabá, Natal etc

. Centros sub-regionais – Blumenau, Palmas, Boa Vista etc

Descentralização urbana – Alteração na condição hierárquica entre as cidades. Flexibilidade da Hierarquização

. Evolução Tecnológica – Capacidade informacional

. Desenvolvimento socioeconômico – Cidades médias – Ampliação e aperfeiçoamento dos serviços.

PROBLEMAS URBANOS

- Regulando as cidades: O Estatuto das cidades e o Plano Diretor

RURBANIZAÇÃO

Processo de desenvolvimento das áreas rurais condicionado pela existência de uma maior infraestrutura local. Empresas ligadas a indústria do lazer e do turismo, bem como diferentes empreendimentos empresariais e industriais possibilitam o maior desenvolvimento econômico de algumas áreas rurais.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

REVISÃO 1° ANO



Exercício de escala

1- Em um mapa cuja escala é 1:2.500.000, duas cidades estão separadas, em linha reta, por 5 centímetros. A distância real (no terreno) entre essas duas cidades é
a) 50 km
b) 75 km
c) 125 km
d) 500 km
e) 1.250 km

2- (UFRN) Uma cidade está localizada a 5cm de outra, medidos sobre um mapa de escala 1:200.000.
Desprezando as distorções normais de uma projeção, marque a opção que indica a distância real (no terreno) entre as cidades.
a) 5km
b) 100km
c) 10km
d)50km

3- (PUC-RS) Ao elaborar um roteiro turístico de Gramado, um estudante deveria inserir no prospecto mapas do RS e do município, em escalas diferentes, com o objetivo não só de situar o turista como também de permitir-lhe identificar os pontos turísticos específicos.
O aluno elaborou o mapa do RS em uma escala pequena e o do município em uma escala média, adotando, respectivamente,
a)
b)
c)
d)
e)

4- (PUC-PR) A distância de 7 cm, medida em um mapa de escala numérica 1:2 500 000, corresponde em quilômetros na superfície da Terra a um comprimento real de:
a) 225
b) 17 500
c) 1 750
d) 175
e)185


5- (PUC-RS) Com Base no mapa abaixo:

A distância gráfica entre as cidades de São Paulo e Porto Alegre, em linha reta, é de 2cm. A distância gráfica entre esses mesmos locais, em uma escala de 1:20.000.000, é de
a) 2,2 cm
b) 4,4 cm
c) 0,22 cm
d) 0,44 cm
e)4,2cm

6- (PUC-RS) Observe os mapas:


I. Os dois são mapas políticos e estão representados na mesma escala.
II.A distância gráfica entre dois pontos no mapa 2 é maior que a distância entre esses mesmos pontos no mapa 1.
III.A escala do mapa 1 é maior que a escala do mapa 2.
IV. O denominador da escala do mapa 2 é maior, pois está mais reduzido.
V. Nas duas escalas, um centímetro do mapa corresponde à mesma quantidade de quilômetros na área real.
A análise das afirmativas relacionadas aos mapas permite concluir que está correta a alternativa
a) I, II e III
b) II e III
c) III e IV
d) III, IV e V
e)IVeV

7- (PUC-MG) De acordo com a escala, os mapas ou cartas podem ser classificados em cartas cadastrais ou plantas, mapas ou cartas topográficas, mapas ou cartas geográficas. Enumere a segunda coluna de acordo com a primeira.
1. cartas cadastrais
ou plantas ( ) são de média escala, mostram as características ou os elementos naturais e artificiais da paisagem, com um certo grau de precisão ou de detalhamento.
2. mapas ou cartas
topográficas ( ) exigem o emprego de escalas pequenas, mostram as características ou elementos geográficos gerais.
3. mapas ou cartas
geográficas ( ) são cartas de grande escala, destinam-se à representação de cidades, bairros, etc, com elevado grau de detalhamento e de precisão.
Assinale a seqüência CORRETA encontrada:
a) 2, 1, 3
b) 1, 2, 3
c) 1, 3, 2
d) 2, 3, 1
e)3,2,1

8- Para cada tipo de representação existe uma escala numérica apropriada. Assim, os mapas podem ser divididos em três categorias básicas: escala grande, média e pequena. Associe as escalas numéricas mais apropriadas para as finalidades dos mapas.

1 - Mapas topográficos
2 - Plantas urbanas
3 - Planisférios
4 - Plantas arquitetônicas

( ) 1:50 a 1:100
( ) 1:25.000 a 1: 250.000
( ) 1: 500 a 1: 20.000


A sequência numérica correta, das preenchidas com os números referentes às mesmas é:

a) 4 - 3 - 1
b) 4 - 1 - 2
c) 2 - 3 - 4
d) 4 - 2 - 1
e) 3 - 1 - 4

9- (Pucmg 99) Imaginemos que você seja responsável pela coordenação de um projeto de arborização na área central de uma grande cidade. Considerando esse nível de análise, a escala da planta urbana mais apropriada para o seu trabalho é:

a) 1:100.000
b) 1:50.000
c) 1:25.000
d) 1:10.000
e) 1:5.000

10- (Unesp 2003) A figura representa o palco da guerra entre a coalizão Anglo-Americana e o Iraque.


Usando as referências contidas na figura e considerando que a distância entre o centro de Bagdá e o limite do último círculo fosse de 5 cm, a escala do mapa seria:

a) 1: 160000000.
b) 1: 53000000.
c) 1: 20000000.
d) 1: 15000000.
e) 1: 3200000.

Gabarito:
C-C-C-D-B-C-D- B-E-E

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

2011

Amanhã daremos início a mais um ano letivo. Desejo que você aproveite bem o seu tempo, fazendo valer os 20% do Princípio de Pareto. Leia e faça o seu 2011 ser diferente. Bom ano.

Princípio de Pareto
Vinte por cento daquilo que você faz, produzem 80% dos resultados.


Vilfredo Pareto, economista italiano que descobriu que 80% das riquezas tendem a ficar nas mãos de 20% da população. Você tem coisas demais, para fazer, e pouco tempo para elas? Será que você não está precisando usar o Princípio de Pareto na sua vida?
Coloque suas fichas no essencial. Esqueça o trivial. O resto, o Universo faz para você. Durante o mais recente carnaval, tive a chance de estar com um grupo de 34 pessoas, viajando pela Bolívia e Peru, visitando templos e construções Aymaras e Incas. No caminho para Machu Picchu, passamos pelo lago navegável mais alto do mundo, o Titicaca, e um dos viajantes veio conversar comigo sobre os problemas que tinha para controlar sua vida.
E o que esse viajante disse é o que praticamente todas as pessoas que vivem em grandes cidades repetem: "tenho coisas demais para fazer na vida, mas quase nenhum tempo".
Conversei com ele por quase duas horas, mas uma das dicas eu entrego agora para você, na forma de um antigo axioma, chamado Principio de Pareto. Qualquer empreendedor conhece o princípio, embora poucos o apliquem. O Principio de Pareto afirma que "apenas 20% daquilo que você faz é responsável por 80% dos seus resultados".
Essa frase parece apenas um pensamento vago. Não é. Para onde você olhar, notará que este princípio funciona de modo inequívoco. Claro que há uma pequena variação estatística (que flutua entre 14 até 24%), mas na média ponderada, a estatística é clara: 20% de qualquer coisa provocam 80% dos resultados dessa coisa, seja o que for.
Em outras palavras, 20% dos alunos de uma sala de aula, são responsáveis por 80% da bagunça e do caos, enfrentado pelos professores. Controle os 20% e você controlará a sala de aula. Vinte por cento dos clientes de uma empresa são responsáveis por 80% das compras repetidas. Invista nesses 20% e eles trarão ainda mais lucros para sua empresa. Vinte por cento dos criminosos são responsáveis por 80% dos crimes registrados. Se a polícia tomar de assalto estes 20%, a criminalidade cairá 80%.
Parece fantasia? Não é. Em sua vida pessoal o mesmo acontece. Vinte por cento daquilo que você diz para as pessoas são responsáveis por 80% das reações que provoca nelas. Portanto, todo cuidado é pouco quando você conversa com alguém que seja importante para você: Se você disser apenas 2 palavras ásperas, em 10... terá um problema de relacionamento para cuidar. Vinte por cento daquilo que você escolhe para comer é responsável por 80% dos problemas de saúde que surgirão mais tarde, em sua vida. Troque os 20% que podem gerar essas doenças e você obterá 80% de chance de não desenvolver tais problemas.
Enfim, apenas 20% por cento de tudo o que você lê em um texto (como este) já contém o mais importante a ser dito. Os outros 80% são apenas palavras de ligação, introdução, fechamento e repetição didática.
Na sua vida, isso é muito importante. Deixe-me repetir: MUITO importante. Note que de tudo aquilo que você fizer essa semana, apenas 20% são coisas essenciais. As outras 80% serão apenas secundárias. Por isso, a chave é escolher, ou decidir, quais são os 20% essenciais, e jogar todas as suas fichas ali.
Você quer dar um salto em sua vida? Então, pare de assistir 80% daquilo que você assiste na TV, e escolha os 20% que são essenciais para você. Olhe para sua agenda e faça o melhor que puder com os 20% essenciais, em seu dia, deixando os 80% triviais para fazer quando, e se, sobrar tempo. Pare de se preocupar com aquilo que está nos 80%. Concentre seus dias aos 20% essenciais.
Lembre-se do que dizia Pareto: "apenas 20% daquilo que você faz é responsável por 80% dos seus resultados". Você jamais poderá fazer tudo, mas ao menos fará o que é essencial para sua vida, seu sucesso e sua felicidade.
Aldo Novak é autor e conferencista http://www.aldonovak.com.br

terça-feira, 23 de março de 2010

Paleontologia
Na passarela da evolução

Mais alta e mais velha, Ardi surgiu para ameaçar o estrelato de Lucy, mas, com ossos bem preservados, ambas são modelosideais para o estudo das mutações que produziram a humanidade .
Lucy, 3,2 milhões de anos, 26 quilos, 1 metro de altura, reinou sozinha na passarela da evolução durante um quarto de século. Desde a semana passada, ela tem de dividir os holofotes com outra estrela do ramo, Ardi, de 50 quilos, 1,20 metro e sólidos 4,4 milhões de anos. Lucy foi descoberta pelo americano Donald Johanson em 1974 e tornou-se uma celebridade instantânea. A carreira de Ardi até o topo da fama foi mais árdua. Ela foi desencavada em 1994. Durante os quinze anos seguintes, uma equipe de 47 especialistas chefiada pelo americano Tim White aferiu cuidadosamente suas medidas de cintura, braços, crânio e de cada dente da arcada. Finalmente satisfeitos com as medições, eles colocaram Ardi na capa da mais respeitada revista científica do mundo, a Science. Ardi e Lucy são originárias de uma mesma região da Etiópia, o Triângulo de Afar. Esse lugar desértico do coração oriental da África está para a paleoantropologia assim como o Rio Grande do Sul está para a moda. Do sul do Brasil saem modelos perfeitas como Gisele Bündchen e Alessandra Ambrosio. De Afar saem os mais conservados e completos exemplares fósseis dos mais antigos antepassados da espécie humana.
Lucy e Ardi são as modelos mais perfeitas da aurora da humanidade. Ardi viveu mais de 1 milhão de anos antes de Lucy. Ambas são avós humanas e só humanas – ou seja, elas pertencem a uma espécie de antepassado que já havia saltado do grande tronco evolutivo comum do qual brotaram a humanidade e também seus primos mais próximos, os primatas. Tanto Lucy, um exemplar de Australopithecus afarensis, quanto Ardi, uma Ardipithecus ramidus, são do galho da árvore evolutiva que levou ao surgimento do Homo sapiens. Isso e o fato de terem nos legado ossadas muito completas justificam a fama. Ardi e Lucy serão destronadas quando o deserto de Afar entregar seu mais precioso tesouro, os ossos do antepassado comum dos homens e dos primatas, o verdadeiro "elo perdido". Os paleoantropólogos sabem que os ossos do elo perdido estão enterrados em alguma dobra do solo da que é a segunda região mais quente do mundo (recorde de 64 graus, registrados em 1930), atrás apenas de Dasht-e Lut, o atemorizante deserto de sal do sudeste do Irã. Enquanto o elo perdido não for encontrado, Ardi e Lucy reinarão soberanas. A partir de seus ossos calcinados, preservados por milhões de anos em lava vulcânica, os especialistas conseguem reproduzir com exatidão seus traços físicos e o mundo à sua volta.

Os estudos dos ossos de Lucy ajudaram a esclarecer a ordem em que apareceram os traços humanos. A saber, primeiro surgiu o polegar opositor (que aponta para fora da mão em um ângulo de 90 graus em relação aos demais dedos), depois a capacidade de andar ereto ou a bipedalidade (andar sobre dois pés) e, só então, o cérebro passou a crescer em tamanho e complexidade. Tais características, é obrigatório lembrar em homenagem a Charles Darwin (1809-1882), não são planejadas. A grande demonstração de Darwin foi obter evidências – das quais extraiu sua teoria – de que os traços positivos ou negativos surgem nas espécies como resultado de mutações aleatórias, que, no século XIX, ele não sabia serem de origem genética. Quando elas se mostram úteis, proporcionam a vantagem competitiva que aumenta as chances de sobrevivência do indivíduo. O polegar opositor foi uma mutação que só deu vantagem aos antepassados do homem quando as florestas de árvores altas sumiram da paisagem africana, dando origem à savana. Uma vez no chão, o polegar opositor deu a conformação ideal à mão dos hominídeos para poder agarrar pedras e usá-las como armas. A bipedalidade foi, literalmente, uma dor nas costas para os antepassados dos homens que viviam nas florestas. A posição ereta era incômoda e só assumida por alguns poucos minutos de cada vez. A bipedalidade só começou mesmo a valer a pena quando a mudança climática varreu as florestas e a savana passou a dominar a paisagem. Ela deu agilidade, e o andar ereto manteve os olhos na posição e nas atitudes corretas para enxergar um predador quando ainda desse tempo de escapar. Lucy já se locomovia confortavelmente sobre dois pés arqueados. Ardi era mais encorpada e tinha pés chatos. Nada que envergonhasse uma mulher há 4,4 milhões de anos, mas quando ela andava seu corpo balançava de um lado para outro. Ao contrário dos gorilas atuais, no momento em que abandonava a postura ereta Ardi não precisava fechar os punhos e sobre eles se apoiar. Ela colocava as patas abertas no solo. Apoiar-se sobre os punhos era coisa de macaco, postura inadequada para uma representante dos Ardipithecus.
Os 4,4 milhões de anos colocam Ardi muito perto do elo perdido na escala evolutiva. A separação teria se dado por volta de 7 milhões de anos atrás. Isso é um problema. A existência de um integrante tão primitivo, mas claramente antepassado do homem, obriga os especialistas a repensar toda a árvore da evolução – ou pelo menos o ritmo das transformações. Como podem a elegante Ardi e o elo perdido estar separados por apenas 2,6 milhões de anos? A teoria mais aceita sustenta que nesse período os homens e os macacos teriam se diferenciado bem menos. Ou seja, para não contrariar a teoria, Ardi precisaria ter traços bem mais primitivos. O que fazer com a teoria? "Poderíamos inferir que também o antepassado comum deve ter sido um ser bem menos parecido com os macacos do que se imaginava até agora", diz Alan Walker, especialista em evolução da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos. A cada nova descoberta, a linhagem do homem parece ser mais antiga. O elo perdido, que antes de Lucy esteve na casa dos 3 milhões de anos, foi jogado por ela para os 7 milhões de anos. Ardi certamente vai obrigar os cientistas a deslocá-lo para eras ainda mais remotas – talvez para alguma coisa em torno de 9 milhões de anos. Que o façam ou rasguem a teoria e encarem a "hipótese extraordinária" sugerida, para espanto geral, por Richard Leakey, o lendário caçador de fósseis do Quênia: "O homem descende de uma linhagem só sua, única, e não tem antepassado comum com os demais primatas".
FONTE: REVISTA VEJA – 7/10/09- COLABORAÇAO: PEDRO OLIVEIRA